sábado, 29 de janeiro de 2011

o dia em que a minha cozinha alagou

nós mulheres defendemos 24 horas por dia a nossa independência. mas vamos combinar que há tarefas que não nasceram para serem feitas pela ala feminina. faço, mas não gosto. consertos e documentos de carro, abertura de potes emperrados, manutenção elétrica e hidráulica. definitivamente, não combinam com ladies.

pois bem, nesta sexta-feira vivenciei uma perfeita cena de filme. provavelmente, de comédia (e daquelas bem estilo pastelão).

era tarde, e eu resolvi fazer uma jantinha especial: peixe ao molho branco com cogumelos, batatas douradas e salada. uma delícia! rápido, fácil e gostoso. uma jantinha leve para quem queria dormir cedo, sem nenhuma balada. ao final da degustação, ainda bebi uma garrafinha da cerveja haitiana Prestige. o suficiente para relaxar.

a pia estava abarrotada de louça suja. resolvi lavar tudo para acordar no sábado sem deveres domésticos a minha espera. e lá fui eu. devia ser umas 23h. ao lavar a panela, a pia encheu de água e restos de peixe. tive a brilhante ideia de acionar o tal triturador (sim, é muito chique esta minha pia). e foi então que ouvi um estalo.

em menos de 1 segundo, um tsunami começou a sair pelo armário de baixo. ao abrir a porta, avistei uma cachoeira cinza. detalhe: com boa parte do pescado moído. o cano que fica ao lado do triturador, com a vibração do equipamento, acabou soltando.

com a minha prática milenar de bombeira hidráulica, tentei encaixar os tubos. a cada tentativa, espirros daquele líquido com cheiro desagradável na minha cara e nas minha roupas. e nada dava certo. "que cheiro de peixe horrível!!! por que eu resolvi fazer aquela janta mesmo?" já estava me odiando.

em alguns segundos, já ria sozinha da desgraça. me sentia um perfeito fruto do mar da nova geração. pensei "preciso resolver isso!!". me concentrei, peguei um pano e coloquei toda a força que não costumo ter nas mãos. e por incrível que pareça, foi um sucesso. as unhas estragaram. uma delas quebrou. mas nenhum pingo de água caia mais. me senti a legítima nikita!! tinha exterminado o assassino da minha noite, das minhas panelas, da minha cozinha.

para terminar, o recinto alagado precisou de uma boa faxina. água para todos os lados. e que fedor insuportável! mas a tarefa foi cumprida. uma hora depois, tudo brilhava e cheirava a veja lavanda. claro, precisei tomar dois banhos para sair o cheiro daquele sain peter.

acabada, destruida e cansada, fui dormir.

4 comentários:

Anônimo disse...

Sem querer parecer machista(pq não sou)realmente tem coisas que não são para mulher,somos diferentes e pronto!!!mulhher se trata com respeito e gentileza,(e com dureza quando nescessario)começa que eu eu vou no banheiro de pé,e mulher vai sentada,ou seja, SOMOS DIFERENTES,temos maior força fisica,então é logico que façamos serviços mais pesados.

mas para resumir VIVA AS MULHERES, MEU ETERNO RESPEITO PARA QUEM GERA A VIDA.

amos vcs
Ass Serginho(Dublin)

valdemar disse...

Poxa vida, ainda bem que vazou depois do jantar, se fosse durante o preparo acho que vc não ia nem querer ver cheiro do prato, mas agora vc aprendeu uma coisa nova, e da próxima vez vc já sabe o que fazer mais rápido, né, hehehe. Bjs

LU K. disse...

hahahaha, Serginho... vc tem TODA razão... hahaha.
e valdemar, da próxima vez, eu não ligo de jeito nenhum o triturador! hahaha

Márcia Pilar disse...

deusolivre.
to pensando até agora no cheiro de peixe. bah, não sou nada adepta a esse bixinho.
amém que o Veja Lavanda adiantou, mas a 'neura' demorou pra te abandonar [vide propaganda do Veja...hehe].

bueno.. ao menos dormiu alimentada. e por sinal, com essa função tda, tu gastou tdas as calorias adquiridas!

bjs